Em 2021, no subúrbio do Rio de Janeiro, um homem colocou o próprio sobrenome numa empresa que ainda não tinha ninguém além dele.
Não havia estrutura, não havia carteira de clientes, não havia garantia nenhuma. Havia uma necessidade concreta de estabilidade, de construir algo que fosse seu e a convicção de que perseverança é o que separa quem começa de quem permanece.
Os primeiros pedidos ele mesmo separou. As primeiras entregas ele mesmo fez. As primeiras ligações, ele mesmo atendeu. E foi atendendo uma por uma que a empresa descobriu do que ela era feita: não de papel, mas de gente voltando. O cliente que ligava de novo no mês seguinte não voltava pelo preço, voltava porque alguém tinha atendido o telefone, entendido o problema e resolvido.
Cinco anos depois, a Santiago Bobinas e Etiquetas cresceu e somos onze pessoas. São mais de 1.500 clientes atendidos e um ano fechado em quase R$ 4 milhões em vendas. Padarias, mercados, farmácias, restaurantes e lojas de bairro que confiam à empresa uma parte pequena e crítica da sua operação: o papel que passa pela impressora todos os dias.
O que mudou foi o tamanho. O que não mudou foi o jeito. Continuamos escolhendo o papel com o mesmo critério de quando havia um funcionário só, continuamos dizendo ao cliente qual material serve e qual não serve, e continuamos atendendo pessoalmente. Quando você chama a Santiago, ainda fala com alguém que conhece o seu negócio pelo nome.